Águas do Brasil

Embora seja uma realidade, esse fato não se materializa na vida do povo brasileiro, pois temos conhecimento do quanto a reserva e a distribuição de água são desiguais.

De acordo com a Agência Nacional de Águas, a região Norte, por exemplo, concentra aproximadamente 80% da quantidade de água disponível, mas representa apenas 5% da população brasileira. Já as regiões próximas ao Oceano Atlântico possuem mais de 45% da população, porém, menos de 3% dos recursos hídricos do país.

 

 Abastecimento:

  • 83,62% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada;

 

  • Quase 35 milhões de brasileiros não têm o acesso a este serviço básico;

 

  • Em 2016, 1 em cada 7 mulheres brasileiras não tinha acesso à água. No caso dos homens, 1 em cada 6 não tinha água;

 

  • 14,3% das crianças e dos adolescentes não têm acesso à água.

 

  • 6,8% das crianças e dos adolescentes não contam com sistema de água dentro de suas casas;
  • Das 100 maiores cidades brasileiras, 22 possuem 100% da população atendida com água potável.

Fonte: Instituto Trata Brasil

 

Analisando esses dados, fica evidente que, embora tenhamos as maiores reservas de água doce do mundo no Brasil, ainda estamos longe de ser um país modelo no quesito distribuição igualitária de água. Sem a distribuição de água, todo o sistema de saneamento básico fica comprometido. E a falta de saneamento básico tem imposto a muitos brasileiros uma condição de vida muitas vezes típicas de países subdesenvolvidos.

Temos reservas superficiais, reservas subterrâneas, chuvas abundantes em algumas regiões e, mesmo assim, ainda há lugares onde a água simplesmente não chega. Existe o acesso à televisão digital em quase todo o país, mas não ocorre o mesmo com água tratada e ao sistema de esgoto, necessários para a saúde da população.

O que adianta falar para um brasileiro sobre regras básicas de prevenção contra o COVID-19 se ele não tem água nem esgoto???

Estudando a raiz deste problema, fica evidente que faltam políticas resolutivas, planejamento e mais execução de metas, que muitas vezes são exaustivamente debatidas em comitês de bacias, poderes legislativos e outros órgãos públicos, mas ainda têm muita dificuldade de sair do campo das intenções.

Somando-se a isso, temos o grave problema de desperdício da água tratada retirada dos mananciais, que deveras muitas vezes são literalmente jogadas fora por conta de ligações irregulares, perdas nos sistemas de abastecimento, vazamentos em residências, além de outras circunstâncias. Embora o Brasil seja o país com o maior volume de reserva de água doce do mundo, somos o campeão mundial em desperdício de água, ou seja, cerca de 40% da água captada e tratada é perdida antes de chegar no consumidor final.

 

Dados por região – Perdas:

  • O Norte perde 55,53% da água potável;

 

  • As perdas de água são de 45,98% no Nordeste;

 

  • Antes de chegar às residências, 34,38% da água é perdida na região Sudeste;

 

  • O índice de perdas na região Sul é de 37,14%;

 

  • O Centro Oeste perde 35,67% da água potável antes de chegar as residências.

Fonte: Instituto Trata Brasil

 

A água na visão do instituto do vazamento

O volume de água perdida em vazamentos caracterizados como perdas, que ocorre de forma frequente em várias partes do Brasil, deve ser revisto de forma emergencial, pois uma vez estancadas as perdas, sobrará mais água ao consumo humano.

Como podemos mudar essa realidade?

O primeiro passo é a conscientização!

Ao mudarmos nossa cultura de consumo, nossa forma de ver e entender que a água é um bem de “todos”, desenvolvendo políticas eficazes bem como estudos de novas ferramentas e conceitos, será possível sim chegarmos a um momento em que o desperdício de água será reduzido.

O caminho é longo, não basta apenas economizar água, usa-la de forma racional significa comprometimento de uma sociedade como um todo. Isso é fruto de um profundo processo de mudança cultural.

Conhecemos o problema, temos as ferramentas e os profissionais habilitados para diminuir as perdas de água no Brasil. É com essa estrutura que o Instituto do Vazamento surge no cenário nacional para se somar a muitas instituições sérias que tem feito um trabalho diferenciado na busca incessante de fornecer água e saneamento básico a todos.

O instituto do Vazamento vai promover estudos, capacitar profissionais, difundir quais são as ferramentas e empresas públicas ou privadas que tem feito a diferença no combate de perdas.

Dentro destas principais ferramentas, o Instituto do Vazamento vai investir na qualificação dos profissionais GEOFONADORES, que são a categoria de profissionais que fazem o trabalho de campo no combate de perdas e localização de vazamentos.

Todas as principais ferramentas e tecnologias, bem como os melhores profissionais, serão utilizados para que a água seja tratada e cuidada com o respeito que merece.

A água está aqui sob os nossos pés, é nossa! Não vamos deixar ela continuar escorrendo pelo ralo, vamos mudar essa cultura do desperdício.

Junte-se ao Instituto do Vazamento. Conheça e divulgue nosso trabalho. Juntos poderemos fazer a diferença.

Davi Cápua

Coordenador nacional do Instituto do Vazamento

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